single em prol do Haiti

9 de fevereiro de 2010

Versão de ‘Everybody Hurts’, do R.E.M., foi produzida por Simon Cowell e conta com nomes como Mariah Carey, Bon Jovi e Susan Boyle.

 O clipe da versão de ‘Everybody Hurts’ gravada em prol do Haiti acaba de ser lançado. A música do R.E.M., que já havia vazado uma semana antes, foi gravada por 21 estrelas da música e produzida por Simon Cowell. O lançamento do single pretende levantar fundos às vítimas do terremoto no Haiti. Rod Stewart, Susan Boyle, Take That, Mika, Cheryl Cole e James Blunt, entre outros, participaram da gravação. O vídeo traz imagens do país devastado e dos cantores que emprestaram a voz para o projeto e está à venda na internet.

Confira:

A cor de Zezão

13 de janeiro de 2010

A arte de Zezão, mais do que estética é uma obra de intervenção urbana, que nos faz pensar na ocupação desordenada e desumana da cidade. Os lugares por onde anda o artista para deixar sua marca são sempre degradados, inóspitos e ignorados pelo cidadão comum, mas em cada um deles existe a memória de outros tempos, mais vivos e felizes , quando ali existia um rio de águas limpas ou uma fábrica que dava sustento a milhares de operários, e Zezão com seu trabalho vai pontuando esses lugares com suas estilizadas caligrafias azuis fazendo-nos notar sua dolorida desolação. Cada “flop” que o artista deixa nesses lugares é um grito de denúncia do abandono do ser humano pelos seus semelhantes, é uma caligrafia que não consegue escrever nada porque uma única palavra é incapaz de definir o que se sente quando se vê o descaso: o que dizer? Vergonha? Saudades? Abaixo o sistema? Tudo parece simplório e os sentimentos são bem mais fortes que palavras. O abstrato azul faz sentir nosso desamparo, profundamente.

ZEZÃO Artista plástico & Grafiteiro
www.artesubterranea.com
www.fotolog.net/viciopifdst
(55) 11 9287 4746

Texto
Mariana Martins
galeria Choque Cultural

Imagens: divulgação/flickr.

festas boas

19 de dezembro de 2009

Foi. Já comecei a listar aquilo que desejo para o ano que está próximo. Tô guloso. Lista imensa. E você, já determinou metas para 2010?

Dias de muito amor e amor para suas vidas e…boas festas! (:

Ano que vem tem mais.

Ahmadinejad, o novo amigo de Lula

29 de novembro de 2009

O palácio do Itamaraty acolheu, na segunda-feira da semana passada, 23, um dos visitantes mais polêmicos de sua história. Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, esteve no país para encontrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma reunião que debateu a política externa do governo federal, as parcerias no campo nuclear e as duas nações que mostram um exuberante desenvolvimento: Brasil e Irã. Dois polos de nacionalidades bem diferentes. Dois modos de governos destinos. Dois pensamentos em comum.

A visita do presidente do Irã ao Brasil esteve entre as principais notícias da imprensa internacional na segunda-feira. Além da defesa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez do direito do Irã de possuir um programa nuclear pacífico, sites, jornais e televisões de todo mundo destacaram o esforço do Brasil em se apresentar como peça importante também no Oriente Médio.

Lula percorre pelo cenário internacional na ambiação de colecionar diversas amizades. E os novos amigos do presdiente começam a visitar as nossas redondezas para fortalecer esses laços.

O novo amigo do presidente brasileiro executa homosexuais, frauda eleições, tortura opositores políticos, sustenta economicamente países falidos como Cuba e Nicarágua – para transformá-los em massa de manobra geopolítica.  Ahmadinejad começa sua guerrilha de aproximação de toda a América Latina, para atenuar o isolamento político e econômico imposto ao seu país pelos americanos e europeus.

A relação entre Irã e Brasil é fortíssima. O Irã possui cerca de 70 milhões de habitantes. Integra a OPEP (Organização dos Países Exportadores do Petróleo), criada em 1960. No momento, as empresas brasileiras vendem alimentos e máquinas ao Irã. As negociações entre os dois países oscilam em torno de dois bilhões de reais por ano, em números que favorecem o Brasil.

Fica no ar, atualmente, a criteriosa questão da “pós-visita”. Como serão as futuras relações entre Lula e os demais representantes de nações.

Perguntado se a visita do presidente do Irã atrapalhou as relações com os americanos, Celso Amorim discordou. “Pelo contrário, sempre nos incentivaram a transmitir certas mensagens, conversar. Então, não vejo como. Isso aqui é um pouco de fantasia da mídia brasileira”, rebateu o ministro das Relações Exteriores. Amorin, em visita a capital do Irã, há um ano, afirmava que o programa de Ahmadinejad se revestia de fins pacíficos – o que caiu por terra com a descoberta, agora, de uma segunda usina para produção de armamentos atômicos. Mais enganos. Mesmo assim, o presidente iraniano insiste em afirmar que o Brasil e o Irã devem trabalhar juntos, para desenvolver uma nova ordem internacional. “É hora de outros países emergirem.”

Por isso, não se compreende bem a insistência do governo brasileiro em receber este verdadeiro ditador. Lula afirmou que as duas nações estão renovando “elos centenários”, e que visitará o Irã na próxima primavera como parte de um novo esforço do Brasil em tentar ajudar a levar paz à região. Dessa vez, o amigo brasileiro partirá à visita nas redondezas do amigo iraniano.

A única hipótese que legitima essa visita é a de o Brasil tentar engajar o Irã em negociações internacionais que, por um lado, interrompam seu programa de armas nucleares, seu antissemitismo, sua tirania, e que reduza esta produção de pavor e ódio nas nações.

o baile

26 de novembro de 2009

É um ritual: terça feira, o relógio pronto para marcar duas horas, e os vovôs e vovós de Novo Hamburgo estão preparados para mais um baile. Para ser exato, não é apenas uma reunião dançante. Vai além. Envolve lanches – bolos, cucas e linguiças–, chás, orações, danças e apresentações. E também outra bebida que eles fazem questão que esteja no cardápio: cerveja. Cerveja gelada.

Em plena luz do sol, enquanto outros adultos estão trancafiados nos seus trabalhos, a turma da terceira idade se diverte livremente. Arrumados e perfumados, o encontro é favorável ao despertar de um novo amor. Talvez a reunião semanal seja uma ótima oportunidade para começar uma paquera e, por que não, apimentar uma paixão, assim mesmo, depois dos 60.

A partir do momento que colocam o pé dentro do salão, deixam do lado de fora toda a artrite, artrose, osteoporose. Não ligam para as rugas, nem para os excessos que teimam em sobrar na roupa. Porém estabelecem um critério para quem deseja fazer parte do grupo: não ligar para a idade. Afinal, anos são apenas números. E números não conseguem contabilizar as alegrias de uma vida bem aproveitada.

Fotojornalismo – Unisinos – 2009