Ahmadinejad, o novo amigo de Lula

O palácio do Itamaraty acolheu, na segunda-feira da semana passada, 23, um dos visitantes mais polêmicos de sua história. Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, esteve no país para encontrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma reunião que debateu a política externa do governo federal, as parcerias no campo nuclear e as duas nações que mostram um exuberante desenvolvimento: Brasil e Irã. Dois polos de nacionalidades bem diferentes. Dois modos de governos destinos. Dois pensamentos em comum.

A visita do presidente do Irã ao Brasil esteve entre as principais notícias da imprensa internacional na segunda-feira. Além da defesa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez do direito do Irã de possuir um programa nuclear pacífico, sites, jornais e televisões de todo mundo destacaram o esforço do Brasil em se apresentar como peça importante também no Oriente Médio.

Lula percorre pelo cenário internacional na ambiação de colecionar diversas amizades. E os novos amigos do presdiente começam a visitar as nossas redondezas para fortalecer esses laços.

O novo amigo do presidente brasileiro executa homosexuais, frauda eleições, tortura opositores políticos, sustenta economicamente países falidos como Cuba e Nicarágua – para transformá-los em massa de manobra geopolítica.  Ahmadinejad começa sua guerrilha de aproximação de toda a América Latina, para atenuar o isolamento político e econômico imposto ao seu país pelos americanos e europeus.

A relação entre Irã e Brasil é fortíssima. O Irã possui cerca de 70 milhões de habitantes. Integra a OPEP (Organização dos Países Exportadores do Petróleo), criada em 1960. No momento, as empresas brasileiras vendem alimentos e máquinas ao Irã. As negociações entre os dois países oscilam em torno de dois bilhões de reais por ano, em números que favorecem o Brasil.

Fica no ar, atualmente, a criteriosa questão da “pós-visita”. Como serão as futuras relações entre Lula e os demais representantes de nações.

Perguntado se a visita do presidente do Irã atrapalhou as relações com os americanos, Celso Amorim discordou. “Pelo contrário, sempre nos incentivaram a transmitir certas mensagens, conversar. Então, não vejo como. Isso aqui é um pouco de fantasia da mídia brasileira”, rebateu o ministro das Relações Exteriores. Amorin, em visita a capital do Irã, há um ano, afirmava que o programa de Ahmadinejad se revestia de fins pacíficos – o que caiu por terra com a descoberta, agora, de uma segunda usina para produção de armamentos atômicos. Mais enganos. Mesmo assim, o presidente iraniano insiste em afirmar que o Brasil e o Irã devem trabalhar juntos, para desenvolver uma nova ordem internacional. “É hora de outros países emergirem.”

Por isso, não se compreende bem a insistência do governo brasileiro em receber este verdadeiro ditador. Lula afirmou que as duas nações estão renovando “elos centenários”, e que visitará o Irã na próxima primavera como parte de um novo esforço do Brasil em tentar ajudar a levar paz à região. Dessa vez, o amigo brasileiro partirá à visita nas redondezas do amigo iraniano.

A única hipótese que legitima essa visita é a de o Brasil tentar engajar o Irã em negociações internacionais que, por um lado, interrompam seu programa de armas nucleares, seu antissemitismo, sua tirania, e que reduza esta produção de pavor e ódio nas nações.

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